Cidade histórica datada da primeira metade do século XVI, tem em sua função principal a de porto escoador da produção do Paraná que o interliga a todas as demais regiões, bem como a outros estados e ainda ao exterior. A construção de suas docas datam de 1934, quando passou a figurar entre os principais portos do Brasil, com a denominação de Porto Dom Pedro II. Testemunha de mais de 400 anos de história, guarda ainda vestígios da época da colonização em seus casarios de fachada azulejadas, em suas ladeiras de pedra e em suas igrejas. Criado através da Lei nº 5, de 29 de julho de 1648, e instalado na mesma data, foi desmembrado do estado de São Paulo. Os habitantes naturais do município de Paranaguá são denominados parnanguaras.
Está localizada na Mesorregião Metropolitana de Curitiba, mais precisamente na Microrregião de Paranaguá, estando a uma distância de 91 km da capital do estado, Curitiba.
Etimologia:
De origem tupi, existindo definições diferenciadas de autores: "Paranaguá"... enseada do mar, baía, porto (Francisco da Silveira Bueno); "Paranã-guá"... seio de mar, baía, lago (Teodoro Sampaio). "Paranãguá"... enseada do mar, foz, desembocadura de rio caudaloso (Luiz Caldas Tibiriçá). "Pa'ra"... mar + "nã"... semelhante... mar + "guá"... baía, golfo, reentrância: reentrância do mar (Orlando Bordoni). "Paraná"... semelhante ao mar + "guá, cuá", baía ou enseada de mar (Francisco Filipak). E por último, o Carijó (guarani), povo indígena que habitava por toda a extensão do litoral paranaense denominava o lugar de "Pernagoá" ou "Parnaguá", que significa, grande mar redondo.
História de Paranaguá: Paranaguá tem a prerrogativa de ser o primeiro município fundado no Paraná, fato que se deu através de Carta Régia, de 29 de julho de 1648. Antes que se organizasse o núcleo, que origem à sociedade parnanguara, há milênios, neste mesmo litoral, habitou o Homem do Sambaqui, tratando-se de uma raça extinta, sem que pouco ou quase nada se saiba sobre ele.
Mais tarde foi a vez do povo Carijó, do grupo Tupi-Guarani, que a exemplo da anterior, é raça também extinta, desta feita pelas mãos do desbravador português, que os capturou para trabalho escravo.
Com o tempo, os que sobraram miscigenaram-se com brancos e negros africanos, resultando em outro elemento étnico, o caiçara. A partir de 1549, a costa litorânea paranaense já era conhecida e habitada pelo branco europeu. Pelo menos é o que consta no relato do náufrago alemão Hans Staden, registrado em livro. Foi-se efetivando uma povoação, e em 1578, segundo consta, existia uma pequena capela sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário.
Em 1614 Diogo de Unhate, tabelião em São Vicente, obteve a primeira sesmaria em terra paranaense, localizada entre os rios Ararapira e Superagui. Em 1640 Gabriel de Lara, que passou para a história como o "capitão-povoador", chegou a Paranaguá, sendo que após seu estabelecimento, fez erguer o Pelourinho em 6 de janeiro de 1646, símbolo máximo da justiça e do poder lusitano. Neste mesmo ano Gabriel de Lara anunciou descobrimento de ouro em Paranaguá. Com esta notícia iniciou-se oficialmente o ciclo da mineração aurífera no Paraná, e até mesmo do Brasil Colônia, e antes que se iniciasse regularmente a procura pelo ouro vil, o Governador-Geral do Rio de Janeiro nomeou um "...Administrador e Provedor para o seu desenvolvimento, pesquisa de novas jazidas e defesa fiscal dos quintos reais", em nome D'El Rey.
A presença de tantas autoridades nesta região, acabou despertando a atenção e o interesse de muita agente,que afluiu em busca de riqueza fácil, iniciando diferente atividade sertanista. Apartir do núcleo Paranaguá, outras regiões foram atingidas: Tagassaba, Serra Negra, Faisqueira e os rios do Pinto, Guarumbi, Cubatão e outros lugares. Posteriormente a cata ao ouro transpôs a serra e foi ter no planalto. Até os dias de hoje historiadores discutem qual o resultado final da cata do ouro, pelo menos com a significância desejada.
No entanto foi a ilusão do ouro que ajudou a fundar o Paraná. Paranaguá cresceu tanto que no ano de 1660 foi transformada em Capitania, sendo Gabriel de Lara nomeado ouvidor, alcaide-mor e capitão-mor. A Capitania de Paranaguá foi extinta em 1710, e anexada à de São Paulo, sendo que por Provisão de 21 de agosto de 1724, foi nomeado o primeiro ouvidor pós Capitania, o dr. Antônio Alves Lanhas Peixoto. A ouvidoria de Paranaguá compreendia todo o sul do Brasil, até o Rio da Prata (inclusive a República Oriental do Uruguai), estando sob sua jurisdição as vilas de Iguape, Cananeia, São Francisco, Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), Laguna e Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba. A 20 de novembro de 1749 iniciou-se a desagregação do imenso território parnanguara, com a criação da ouvidoria de Santa Catarina.
Em 1812 foi criada a comarca de São Pedro do Rio Grande do Sul, sendo que nesta mesma data a sede da ouvidoria de Paranaguá foi transferida para Curitiba. A partir de 29 de novembro de 1832, as ouvidorias foram extintas, sendo que neste período iniciava-se a tomada efetiva de povoamento dos Campos Gerais do Paraná. A localização geográfica permitiu, ao longo de sua existência, que Paranaguá participasse de ações militares, tanto é que foi construída a Fortaleza da Ilha do Mel, sem que no entanto, fosse acionada para fins bélicos, pelo menos a contento. Atualmente é dos pontos turísticos mais visitados do município.
Um duro golpe na população parnanguara veio por conta da Revolução Federalista, em 1894. Nesta ocasião os Federalistas (insurretos gaúchos contrários ao governo legal), que haviam tomado de assalto o estado de Santa Catarina, atacaram simultaneamente o estado do Paraná em três frentes, Tijucas do Sul, Lapa e Paranaguá, que ficou em mãos dos Federalistas por três meses e sete dias, só saindo dali no dia 24 de abril de 1894. Registra-se que não houve violência contra a comunidade, a exemplo do que ocorreu na Lapa e Tijucas do Sul, com muitas baixas.
Mas o resultado foi de certa forma bem trágico, ao retormar o poder, a militária paranaense, por vingança, executou no quilômetro sessenta e cinco, pessoas consideradas contrárias ao poder legal, dentre as quais Prisciliano Correia e Ildefonso Pereira Correia — o Barão de Serro Azul, filhos de Paranaguá. Governava o Paraná nesta época o sr. Vicente Machado.
Em 1902 foi inaugurada a iluminação elétrica, em 1908 foi instalado o serviço telefônico e em 1914 o serviço de abastecimento de água e rede de esgotos. Em 1934 foram construídas as docas do Porto Dom Pedro II, com 450 metros de cais acostáveis, posteriormente este mesmo porto foi modernizado, tornando-se um dos mais importantes do Brasil.
Atualmente é a maior fonte de renda municipal, exportando produtos vindos, tanto pela moderna rodovia que liga o litoral à Curitiba, quanto pela linha férrea, cujos trilhos de aço, colocados nos contrafortes da serra ainda no século passado, deu o pontapé inicial, para transformar o Paraná provincial no estado moderno de hoje.
Clima: O clima de Paranaguá é subtropical-Cfa, que segundo a classificação climática de Köppen, denomina-se Cfa característica de verão quente, úmido e com ocorrência de precipitação todos os meses do ano. As estações são bem definidas, pois apresentam variações bruscas de temperatura entre o inverno e verão. O período de transição entre estas denominadas outono e primavera são marcadas por essas variações, como exemplo, o dia ser ensolarado e quente, e a noite ser relativamente fresca. Sua umidade relativa é sempre elevada, pois Paranaguá se localiza próxima do Oceano Atlântico.
A estação de inverno caracteriza-se por um clima ameno, por situar-se na planície do litoral do Paraná, e devido a sua proximidade com o Oceano Atlântico. Isto é, quando não está sob influencia da massa de ar polar conhecido como frente fria, vinda do sul do continente americano que modifica grandemente os dias amenos, registrando temperatura mínima de até 6° C no inverno rigoroso e máxima geralmente em torno de 22° C. Nessa estação também podem ocorrer dias quentes, parecidos com os de verão, mas predominado na maioria dos dias o clima característico da estação.
No verão, o clima é muito quente na maioria dos dias, e as máximas podem ultrapassar os 30° C facilmente durante as primeiras horas da tarde. Devido a esse fator, é comum no final da tarde chover, conseqüência da intensa evaporação ocorrida durante o dia, e isso ajuda a manter as noites relativamente frescas, embora o regime de precipitação não esteja ligado somente às chuvas de verão. As noites por sua vez podem ser quentes ou frescas, as temperaturas mínimas à noite podem variar muito, geralmente em torno de 18° C a 21° C. Pode também apresentar mínimas consideráveis uma vez que a cidade localiza-se num clima temperado.
Subdivisões: Paranaguá é dividida em dois distritos: cidade de Paranaguá (zona urbana) e Alexandra (zona rural). Em 1995, Paranaguá perde mais uma parte de seu território, para a criação do município de Pontal do Paraná, conforme plebiscito pela participação da população da região.
Economia:
A economia de Paranaguá se concentra na maior parte na atividade portuária, tendo o porto com maior exportação de grãos do Brasil. A cidade conta também com atividades turísticas, o comécio, a pesca artesanal, etc.
Turismo: Paranaguá possui grande atratividade turística, por ser a primeira cidade do Paraná, ela conta com um centro histórico com grandes riquezas das marcas do passado, como o Museu de Arqueologia e Etnologia de Paranaguá e o Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá, e diversos pontos turísticos, além de contar com os casarios antigos, as igrejas (Catedral Diocesana), entre outras localizadas próximas uma da outra. A cidade possui turismo diversificado, não limitando-se apenas no próprio munícipio mas também incluindo as ilhas como: a Ilha da Cotinga, Ilha do Mel, entre muitas outras Ilhas que fazem parte da história junto a Paranaguá.
Pontos turísticos:
Cine Teatro, Estação Ferroviária, Estrada de Ferro, Fonte Velha ou Fontinha, Igrejas, Monumentos Históricos, Museus, Palácios, Porto Dom Pedro II, Praças, Rocio, Rua da Praia, Teatros.